@digomend |
Eu jogo, eu assisto, eu leio, eu testo, eu compro, eu erro e nem tudo dá pra compartilhar no Facebook. |

Mesmo tendo jogado os dois jogos anteriores dá pra ter uma primeira impressão de Uncharted 3, e ela é bem animadora. Já joguei oito capítulos da nova aventura (nem vou procurar quantos têm, mas lembro vagamente que nos outros dois eram coisa de 25, 26 capítulos) e até agora tudo é melhor que nos anteriores.
Os gráficos são melhores, as animações dos personagens são melhores, os puzzles são infinitamente melhores (levei 20 minutos tentando resolver um puzzle, não consegui e pedi penico rosa - leia: filei a solução) e as situações e cenas de ação continuam divertidamente absurdas.
Passei da fase do Chateou na França (aquela do vídeo de divulgação onde tudo pega fogo). É de tirar o fôlego.
Ah, mais do que nunca vale destacar o ar cinematográfico da coisa toda. O jogo começa tão foda quanto um filme bom que você vê por aí. A música, os enquadramentos, os planos e movimentos de câmera. A briga no bar logo do começo é excelente e lembrou o esquema de lutas de Heavy Rain. É um filme de ação acontecendo ali, na sua frente, e você pode dar porrada e viver esse filme.
Tem muito jogo pela frente ainda (AINDA BEM!), mas seguindo o padrão de qualidade que a Naughty Dog criou pra série eu vou terminar Uncharted 3 querendo mais. Certeza.
Faz tempo que não escrevo nada. Não porque não tinha nada pra dizer, mas por preguiça mesmo. Ideias não faltam nesta cabeça. Ah, comprei Uncharted 3 e tô esperando chegar. A série que me fez decidir pelo PS3, junto com God of War.
Enquanto isso sigo no meu vício no FIFA 12, mesmo tendo três jogos pra zerar.

Esperando chegar. Só vou conseguir jogar os outros jogos que tenho(tirando FIFA) quando acabar a saga dos Assassinos. O primeiro jogo é horrível(mesmo tendo belos gráficos), mas a Ubisoft me convenceu a seguir em frente com tantos vídeos bons e comentários dos outros jogadores de que o segundo jogo é completamente diferente. Dizem que é uma tremenda evolução. Um recomeço. Não sei, vamos ver.
Se você tem minha idade, na faixa dos 25 anos, com certeza já foi vítima de algumas brincadeirinhas chatas na época de colégio, não é? E o que elas eram na época de colégio? Apenas brincadeiras chatas. Claro, sempre tinha quem passava dos limites, sempre tinha quem partia pra agressão física, ou até verbal mesmo, sem sentido. E esses sempre foram devidamente punidos, seja com suspensão ou cartinha pros pais ou responsáveis. E por que diabos hoje em dia tudo é “bullying”?
Eu sobrevivi a uma infância gordinha e uma adolescência bem longe de ser “cool”. Escutei piadinhas e fiz piadinhas. Fui vítima de brincadeiras de mau gosto e fiz brincadeiras de mau gosto. Por que hoje tudo é logo rotulado como errado? Como praticamente imoral? Acho que estamos criando uma geração de crianças “não me toque!”. Crianças mimadas e que não têm limites, mas claro, quando alguém passar do limite com elas então é bullying.
Pais que a todo custo querem livrar seus filhos de dores, desgostos e decepções. Eu não quero ser um pai assim, não quero ser um pai sem autoridade e sem respeito. Não quero que meu filho tenha medo do mundo e, principalmente, quero que ele aprenda que a vida é feita de decepções, erros e tentativas frustradas e que temos que conviver com isso. Vejo crianças que mandam e desmandam nos seus pais, que praticamente fazem o que querem, mas não levam nem uma tapinha no bumbum por castigo. Não tô falando em agredir, mas pra quem tem dois anos não tem argumento, a maneira mais prática de aprender o que é errado é pela dor.
É a simples associação: fiz merda, tá doendo, não faço mais. A gente usa argumentos com quem entende, e uma criança não entende o que você entende. Pais com medo de serem pais, de impor limites (por mais que na adolescência seu filho quebre todos os limites que você impuser). Pare de criar um fresquinho de carteirinha e crie um filho, crie um cidadão, porque por mais que você proteja sua criança o mundo não vai, e ela tem que aprender a se defender sozinha. Só pra ficar bem claro: não estou defendendo que você deve espancar seu filho, longe disso e Deus me livre, mas você com certeza levou umas tapinhas quando era pequeno e nem por isso virou um tarado ou serial killer.
Passar por maus bocados forma caráter, forma pessoas fortes e maduras, se tudo for bullying e for considerado como algo hediondo então você não está fazendo isso direito. Não quero que as escolas sejam uma zona, mas comportamentos fora do normal sempre foram punidos. Agressões sempre foram repreendidas, coisas que passam dos limites sempre foram coisas que passaram dos limites.
O mundo hoje é uma beleza, você pode falar com qualquer pessoa do mundo, especialmente se souber um pouco de nada de inglês. Hoje, pra sustentar meu vício como gamer, comprei um PSN card de U$$ 10,00 para poder comprar um jogo na PSN (Festival of Blood). Já comece a fazer as contas de agora. Sou de Recife, mas tenho uma conta na PSN dos EUA, de algum endereço falso de NY. No site onde fiz a compra pedia um telefone de contato, dei o da minha casa só por constar mesmo, e não é que ligaram pra confirmar a compra?
- Mr.Diogo?
- Oi?
- Hereisfromthepcgamesuply.
Era tipo um narrador de futebol no rádio, só que falando inglês! E eu respondi em inglês, me confundindo com português na construção de algumas frases. Foi a primeira vez que precisei falar de verdade com alguém em inglês. E acho que me sai bem, até porque o cara queria confirmar meu endereço de pagamento(o do cartão de crédito) pra poder liberar a compra. Ele entendeu tudinho. Eu entendi o que tinha que entender, até porque quando pedi pra ele falar mais devagar ele falou, mas o devagar dele ainda era muito rápido. O mais lega é que o cara era indiano!
Foi confuso, mas eu terminei a ligação morrendo de rir de tão surreal que foi a situação. Imagino que ele também deve ter ficado rindo, ou não, porque pela pressa a fila de atendimento deveria tá alta.
tudo bem?
Ninguém para mais pra pensar nas coisas. A ordem é postar, divulgar, compartilhar, celebrar. Cadê o povo que curte ficar só e pensando na vida? Cadê quem gosta de teorizar as coisas? Cadê você que curte um isolamento?
Não, não sou louco, mas a favor de uma vida mais offline. Não longe da internet, mas longe de mídias. Se você não tem um filme pra ver, um seriado pra assistir, uma música pra ouvir ou um livro pra ler então você diz que tá entediado. Você lembra que você ainda está aí? Sempre esteve o tempo todo? Tirando em momentos de crise, quando foi que você parou um minuto na sua vida pra pensar em você?
As pessoas estão ficando chatas. Ninguém gosta mais de ficar sem fazer nada. Saia mais só, viva mais só. Uma praia no fim da tarde, sozinho, pra caminhar com os pés na areia. Respire, pense. “Saia do mundo”.
Passamos por muitas fases na vida e acho que talvez pela maneira como eu cresci eu valorize tanto o ato de ficar só de vez em quando. Adoro silêncio.
Sou tão normal quanto você, tento tantos amigos quanto você. Assisto, jogo, leio e faço tantas outras coisas quanto você. Talvez um pouco menos, talvez um pouco mais. Sinto falta do pensar antes do agir. Não curto só agir por reação, nem tudo na vida tem que ser uma decisão de impulso ou baseada no calor do momento.
Não posso dizer o que acho que você deveria fazer, mas acho que pra mim a arte de pensar na vida, o que você chama de ócio, funciona muito bem.
- E aí, tá pronto?
- O que?
- O job, ué.
- Ahhh, vê só, ainda não fechei a ideia…
- Ai cacete, de novo essa história? Você não tem ideias boas, né? Nem ruins pelo visto.
- Tenho pô, tô só tentando amarrar tudo.
- Tem certeza que você é criativo mesmo? Redator? Ou é só engraçadinho?
- Pô, pera aí, precisa disso não.
- Será que não precisa? Uma hora a verdade tem que ser dita.
- E qual a verdade?
- Que você deveria procurar outro emprego.
- Cê tá me demitindo?
- Eu não, você está se demitindo. Nenhuma ideia boa pra esse projeto.
- Mas eu tive… já seiiiii!!! Escuta só.
Baseado em fatos reais… na minha cabeça. É angustiante, é difícil, mas é recompensador. É o trabalho, é o que faz tudo ser mais legal. Não tem rotina, têm dias que você tá no céu, mas nos outros você tá lutando pra chegar lá. É foda, mas eu gosto.
Dia mundial do “agora vai”. É o dia que todos nós escolhemos pra começar a fazer algo que deveríamos ter feito a zilhões de anos. Deveríamos? Tá faltando o que pra começar? Se era tão importante assim porque você não fez? Não sei, segunda que vem respondo essas perguntas.
Formatar o PC é legal, instalar tudo de novo é um saco.
Recomeçar dá trabalho, talvez por isso muita gente ganha dinheiro fazendo as coisas que as pessoas têm preguiça de fazer. Nada mais justo, afinal. Se você quer se livrar de um problema mas não tem paciência pra fazer tem alguém aí que faça e recebe por isso.